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Brasil, 09 de fevereiro de 2012

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25-01-2009 10:45

Investigação sobre a origem do dinheiro que compraria dados contra tucanos estaciona no MT

O inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar o escândalo dos aloprados, episódio que teria interferido no resultado do primeiro turno das últimas eleições presidenciais, arrasta-se no Judiciário sem solução. Desde o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar, ainda em outubro de 2007, a devolução do caso à Justiça comum em Mato Grosso, são 14 meses que a investigação não anda.

A movimentação mais recente do inquérito, um calhamaço com seis volumes e 29 anexos, é de agosto passado. Foi entregue à Procuradoria da República em Cuiabá. E com ele, a incógnita: de onde saíram os quase R$ 2 milhões reunidos por petistas (leia memória) para trocar pelo dossiê que, sob o crivo deles, causaria prejuízos às campanhas dos tucanos José Serra, então na disputa pelo governo de São Paulo, e Geraldo Alckmin, na corrida ao Palácio do Planalto. O grupo de petistas foi apelidado pelo presidente Lula de aloprados.

Procurado pelo Correio, o procurador Mário Lúcio Avelar afirma que analisa o material e deve envià-lo à Polícia Federal para novas diligências antes de eventual denúncia. “Isso vai ocorrer logo”, sustenta. Avelar trabalha num relatório policial que foi atacado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. O chefe do Ministério Público Federal criticou o documento, de autoria do delegado Diógenes Curado, por causa do indiciamento do senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Para Souza, que não enxergou no inquérito elementos que pudessem sustentar qualquer acusação contra Mercadante, o delegado também errou na formalidade ao indiciar um parlamentar, autoridade com foro no STF. Então integrante da Corte, Sepúlvida Pertence, relator do processo, concordou com a argumentação do procurador-geral e recomendou a devolução do caso para Mato Grosso.

 

 

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Autor: Marcelo Rocha
Fonte: Correio Braziliense


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