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Brasil, 24 de maio de 2012

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16-04-2011 08:30

Pedida prisão preventiva de policiais acusados de atirar contra juiz em blitz

 

 

O episódio aconteceu na noite do dia 2 de outubro. O juiz do trabalho Marcelo Alexandrino da Costa estava em seu carro junto com a mulher, o seu filho de 11 anos e a enteada, de 8, quando passou por uma blitz. Segundo o MP-RJ, o magistrado pensou estar diante de uma falsa blitz e tentou fugir, sendo alvejado pelos policiais.

Na época, o juiz Marcelo Alexandrino da Costa Santos escreveu uma nota confirmando que os disparos contra ele e sua família foram feitos pela polícia. No texto, ele afirma que "nada há de mais aterrador do que a imagem de um agente público, que de nós deveria cuidar, disparando arma de fogo, com a intenção de matar, contra um casal de bem e suas crianças inocentes".

O promotor de Justiça Homero Freitas Filho, da 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, afirmou que a prisão preventiva é imprescindível, “sob pena de descrédito das instituições”. De acordo com o MP-RJ, as vítimas só não morreram devido “à imperícia dos denunciados, que não lograram êxito em atingir todas as vítimas, e ao socorro médico recebido”.

Ainda de acordo com o Ministério Público, os policiais afirmaram, em um primeiro momento, que haviam atirado para cima e que as balas que atingiram o carro do juiz teriam sido disparadas por um segundo veículo que passava na hora da blitz. A versão foi desmentida pelo exame de balística, pela vítima e por uma testemunha que passava no local na hora do crime.

Os dois policiais chegaram a ter a prisão temporária decretada, mas foram soltos após cumprirem pena no presídio Bangu 8, na Zona Oeste.  De acordo com a Polícia Civil, eles continuam afastados das ruas e atuam na Seção de Pessoal em Situações Diversas, dentro da Polícia Civil. Os dois também foram indiciados pela corregedoria interna da polícia por tentativa de homicídio.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu, nesta sexta-feira (15), a prisão preventiva de dois policiais da 41ª DP (Tanque) que participaram de uma blitz em outubro de 2010, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, onde um juiz e duas crianças foram baleados. Segundo o MP-RJ, os agentes também foram denunciados por tentativa de homicídio.

Autor: Rodrigo Vianna
Fonte: G1


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