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Brasil, 24 de maio de 2012

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Notícias

03-07-2011 18:30

OAB: suspensão do horário uniforme em Tribunais prejudica acesso à Justiça

O

presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, voltou a defender nesta

sexta-feira o estabelecimento de regras para mudar o atual horário de

funcionamento dos tribunais. Ele criticou a decisão do ministro do Supremo

Tribunal Federal (STF) Luiz Fux de suspender liminarmente uma resolução do

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que fixava um horário uniforme - de 9h às

18h - em todo país para atendimento ao público nos tribunais.

"A independência dos poderes tem por meta servir ao povo e não aos

próprios poderes. Se não houver a consciência de que a justiça é um valor da

sociedade, vamos continuar com essa lógica de que o poder é mais importante que

o povo", disse.

Segundo Cavalcante, prevalecendo a regra atual, com alguns tribunais

trabalhando seis horas e outros oito, haverá cidadãos com tratamento

diferenciado, dependendo do estado onde vivem, o que fere o princípio da

isonomia.

"A permanecer a interpretação de que cada tribunal pode fazer o seu

horário não se estará privilegiando o acesso à justiça e nem respeitando o

principio da isonomia entre os cidadãos".

A nova regra entraria em vigor nesta segunda-feira, dia 4, mas Fux suspendeu na

quinta a validade dela até que o STF examine melhor o assunto, em plenário. A

data para esse julgamento ainda não foi marcada. A decisão foi tomada a pedido

da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que entrou com ação direta de

inconstitucionalidade contra a determinação do CNJ. Na ação, a entidade alega

que o CNJ não tem competência para determinar o horário de funcionamento do

Judiciário, já que a Constituição garante autonomia administrativa aos

tribunais. A associação também afirma que não há condições de aplicar a medida

imediatamente, porque ela geraria custos adicionais aos tribunais.

Quando recebeu a ação, o ministro Luiz Fux pediu para os tribunais declararem

se teriam dificuldades para alterar o horário de atendimento, seja por falta de

dinheiro, seja por falta de pessoal. O ministro informou que já recebeu

resposta de inúmeros tribunais, "e quase a unanimidade delas foi no

sentido de que o ato emanado do CNJ é de inviável cumprimento".

[size= 12pt; line-height: 115%; font-family: "Arial","sans-serif"]CF: A realidade é que há acúmulo de serviço e a Justiça trabalha em meio expediente para atender aos interesses da própria corporação, relegando ao plano secundário o interesse público de acesso à Justiça, e uma estrutura administrativa que produzisse mais visando minimizar o mal da morosidade.[/size]

[size= 12pt; line-height: 115%; font-family: "Arial","sans-serif"]Entretanto, essa medida vem exatamente na contramão do interesse da sociedade e dos operadores jurídicos com a mantença desse expediente reduzido, como se não bastasse o excesso de feriados e pontos facultativos que ainda mais emperram o desenvolvimento das atividades judicantes.[/size]

[size= 12pt; line-height: 115%; font-family: "Arial","sans-serif"]Mas há uma pergunta que não quer calar; essa autoridades tem autoridade para criticar a morosidade da justiça se não lhe dá expediente integrala para o trabalho que é muito bem remunerado?

[/size]

Fonte: Diário de Pernambuco


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