Brasil, 24 de maio de 2012
A Diretoria-Geral do Senado e
outros setores corporativistas da Casa, como a Consultoria Legislativa,
colocaram em prática uma estratégia para derrubar a reforma administrativa, que
pretende enxugar as despesas em cerca de R$ 115 milhões por ano. A resistência
aos cortes dos salários pagos hoje acima do teto do funcionalismo público, que
está em R$ 26.713, e o lobby pela manutenção do valor das gratificações das
funções comissionadas foram manifestados por meio de quatro emendas do senador
Vital do Rêgo (PMDB-PB) e de um voto em separado, apresentado na última hora
pelo senador Benedito de Lira (PP-AL). As propostas foram elaboradas pela
cúpula administrativa e jurídica do Senado interessada na manutenção das
benesses.
A Subcomissão Temporária da
Reforma Administrativa votaria o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
na última quarta-feira, mas a apresentação do voto em separado de 200 páginas,
que reúne as quatro emendas, adiou a votação. Se o substitutivo de Ferraço for
rejeitado, o voto em separado que assegura o valor de centenas de gratificações
poderá ser colocado em votação.
Fonte: Correio Braziliense
A Justiça do Direito Online