O júri do caso do segundo atirador de Washington, Lee Boyd Malvo, declarou o adolescente culpado de assassinato.
Malvo foi considerado culpado pela morte da analista do FBI Linda Franklin, de 47 anos, enquanto ela abastecia seu carro em Falls Church, Virginia, Estados Unidos, em 14 de outubro de 2002.
Boyd, de 18 anos, pode ser condenado à prisão perpétua ou à pena de morte e ele deve ser sentenciado em fevereiro de 2004. O julgamento durou um mês.
Em novembro, a Justiça condenou por assassinato o outro atirador de Washington, John Allen Muhammad.
Muhammad e Boyd foram capturados dormindo em um carro depois que 10 pessoas foram mortas a tiros disparados de longa distância em outubro de 2002 na região de Washington.
Malvo foi acusado de assassinato e terrorismo, pois ele e Muhammad exigiram US$ 10 milhões (cerca de R$ 29 milhões) do governo americano para pôr um fim às mortes.
Figura paterna
O advogado de Malvo, Michael Arif, afirmou que seu cliente estava sendo influenciado por Muhammad, a quem encarava como uma figura paterna.
”Lee não poderia se separar de John Muhammad, da mesma forma que uma pessoa não consegue separar a própria sombra dela mesma em um dia de sol’, afirmou Arif.
A defesa também argumentou que Malvo, que tinha 17 anos na época dos crimes, estava temporariamente desequilibrado, pois Muhammad teria feito uma lavagem cerebral no adolescente, tornando-o incapaz de diferenciar o certo do errado.
Mas o promotor, Robert Horan, afirmou que tanto Malvo quanto Muhammad eram culpados.
Inicialmente, Malvo havia afirmado que tinha matado todas as dez pessoas, mas, depois, afirmou que John Allen Muhammad matou todos exceto a última vítima.