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Luiz Salvador é homenageado pela defesa de presos políticos

O advogado Luiz Salvador foi homenageado pela Câmara dos Deputados por sua atuação, nas décadas de 60 e 70, na defesa de presos políticos.

O advogado Luiz Salvador foi homenageado pela Câmara dos Deputados por sua atuação, nas décadas de 60 e 70, na defesa de presos políticos. A homenagem foi proposta pelo deputado José Mentor (PT-SP).

Na década de 70, Salvador defendeu 13 dos 65 presos políticos no Paraná. Segundo ele, “foi uma experiência incrível”, apesar de a “época ter sido muito difícil por causa da atuação da polícia política”. “Nesse período turbulento, cheguei a ser afastado do cargo de presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, por ordem do ministro Barata e Silva. Meu ‘pecado’ foi lutar pela liberdade e autonomia sindical, contra o FGTS, contra os decretos-lei que aviltavam os salários, não permitindo livre negociação salarial e condições de vida melhores para a categoria”, lembrou.

Atualmente, Salvador é diretor de Internet da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat) e presidente da Comissão de Informações Legislativas da Associação Latino-americana de Advogados Trabalhistas (Alal).

Segundo o presidente da Alal, Luis Carlos Moro, a homenagem foi um “justo reconhecimento para colegas que, anonimamente, lutaram de forma solidária e compromissada em favor dos direitos humanos”. Moro afirmou, ainda, que Salvador é um “advogado trabalhista combativo, franco, leal, companheiro de lutas e um batalhador pelas causas em favor do ser humano”

“Tenho certeza de que todos nós, pela homenagem ao Salvador, formos também homenageados”, declarou o presidente da Alal.

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O advogado disse que, em 1970, houve diversas prisões de militantes do PCB no Brasil — foi a chamada operação Bandeirante. Segundo ele, o motivo de tantas prisões “ficou claro no transcorrer do processo”. “É que até então, somente a Arena ganhava as eleições. De repente, o MDB, ganhou as eleições. O PCB ajudou o MDB a ganhar as eleições distribuindo muitas cópias da proposta política do partido para o pessoal do campo. Com a ajuda de um mimeógrafo feito de bambu, de custo baratíssimo, milhares de folhetos de denúncias foram distribuídos à população”, afirmou.

De acordo com Salvador, o mote da campanha na época era a luta contra as multinacionais que, com a mecanização e o uso de agrotóxicos, “expulsaram do campo milhares de trabalhadores, jogando-os na beira das estradas, sem emprego e em condições miseráveis”. “Essas pessoas, sem preparo, passaram a ir morar debaixo de pontos, fazendo invasões em terrenos próximos às cidades (favelas). Atualmente, os que não estão em favelas, continuam no movimento de retorno a terra (MST)”, declarou.

“Então, naquela época, passamos a contar com a simpatia e amizade dos presos políticos do Paraná, porque todos os dias, pela manhã, íamos à prisão onde estavam, levando-lhes as boas novas do dia, incluindo jornais e revistas. Quando estávamos chegando, era uma festa. Até parecia que estávamos lhes concedendo um ‘alvará de soltura'”, relembrou o advogado.

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