seu conteúdo no nosso portal

Juízes não aceitam MP e OAB em conselho

Juízes não aceitam MP e OAB em conselho

Parte dos magistrados paraibanos já definiu que posição tomar sobre a Reforma do Judiciário que tramita no Congresso Nacional e deve ser colocada em votação este ano.

Parte dos magistrados paraibanos já definiu que posição tomar sobre a Reforma do Judiciário que tramita no Congresso Nacional e deve ser colocada em votação este ano.

É o caso dos juízes do trabalho que, durante assembléia realizada na última sexta-feira, decidiram que vão apoiar a composição de conselho para acompanhar os atos do Poder Judiciário – o famoso controle externo proposto pelo governo. Há, no entanto, uma divergência: os magistrados não aceitam a participação de representantes do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil.

“Entendemos que há um interesse neste controle por parte do Ministério Público e da OAB, porque eles estão interessados nos cargos dos tribunais garantidos pela Constituição”, disse ontem a presidente da Asso-ciação dos Magistrados do Trabalho da Paraíba, juíza Hermenigilda Leite Machado.

Se-gundo ela, os juízes alegam também que o conselho não pode ser um órgão que não preserve a independência do Poder. O Ministério Público não é Poder Judiciário e a OAB é uma entidade privada, declara.

O ideal para eles seria um conselho composto apenas por juízes de primeira e segunda instância e representantes da sociedade civil organizada.

“Defendemos uma reforma que venha satisfazer a cidade não apenas para controlar o juiz – como se ele já não fosse controlado -, mas para que o Judiciário apresente serviços mais eficientes à sociedade”, destacou a juíza. Os magistrados já vão cair em campo para tentar convencer os parlamentares da bancada federal paraibana no Congresso.

Além da exclusão da OAB e do Ministério Público, os juízes do trabalho são contrários à Súmula Vinculante, que vincula as decisões dos juízes de primeira instância ( os de comarca municipal) às decisões dos tribunais superiores, e ainda à demissão por decisão administrativa.

A proposta dos juízes do trabalho será levada a Brasília para a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho. Ela bate de frente com a posição da maioria dos demais magistrados da Paraíba que são extremamente contrários ao controle externo do Judiciário, como já deixou claro o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Plínio Leite Fontes.

Para a juíza Hermenegilda Leite, o “radicalismo” deve dificultar a negociação com o governo Lula.

Para o presidente da OAB-PB, advogado Arlindo Delgado, excluir a Ordem e o Ministério Público do conselho que vai controlar os atos judiciários é trocar seis por meia dúzia. “Sem a OAB e o Ministério Público é melhor deixar como está”, declarou ontem Delgado.

Segundo ele, a tendência atual torna o controle externo “irreversível”. Ela garante que a tese do interesse dos dois órgãos em cargos dos tribunais.

Ele disse que corporativismo é uma prática comum em todas as instituições e categorias do País. “Como se juiz gostasse de acusar juiz”, disse.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico