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Sentença do Tribunal de Haia ‘estabelece um marco’, segundo Mussa

Sentença do Tribunal de Haia ‘estabelece um marco’, segundo Mussa

VIENA - A sentença do Tribunal Internacional de Haia que declarou ‘ilegal’ o muro erguido por Israel na Cisjordânia, estabelece um marco na jurisdição internacional, afirmou hoje em Viena, o secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Amr Mussa.

VIENA – A sentença do Tribunal Internacional de Haia que declarou ‘ilegal’ o muro erguido por Israel na Cisjordânia, estabelece um marco na jurisdição internacional, afirmou hoje em Viena, o secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Amr Mussa.

Esta ‘decisão categórica’ chega no momento exato para se converter em sinal para aqueles países que queriam separar o direito internacional desta matéria, ressaltou Mussa em declarações à agência de notícias austríaca APA.

A sentença afirma claramente que é obrigatório aplicar o direito internacional, ressaltou o ex-ministro das Relações Exteriores egípcio, que participa hoje e neste sábado, em Baden, perto de Viena, de conversas com o secretário-geral da ONU, Kofi Anan, sobre novas ameaças e desafios da política internacional.

O Tribunal de Haia rejeitou os argumentos do governo israelense segundo os quais o muro se construiu por motivos de defesa própria e o qualificou de violação do direito internacional.

Sobre os passos futuros da Liga Árabe, Amr Mussa afirmou que esta solicitou uma sessão extraordinária da Assembléia Geral da ONU, que será realizada hoje em Nova York e na qual se debaterá uma resolução contra o mencionado muro.

Amr Mussa referiu-se às expectativas que desperta dita resolução nos países membros da Liga Árabe, embora reiterando a importância da sentença de Haia para futuras decisões sobre o direito internacional.

O político árabe advertiu expressamente sobre o programa nuclear israelense, cuja continuação inevitavelmente levaria a uma corrida armamentista com tecnologia nuclear em todo Oriente Médio.

Os países árabes fazem um esforço para convencer Israel que convém adotar uma posição moderada, já que de outra maneira a região ficaria submersa no caos, afirmou.

A segurança de Israel se encontra na prioridade da paz, e não nas armas de destruição em massa’, acrescentou o chefe da Liga Árabe, e ressaltou que oferecemos a paz em troca da bomba atômica.

Mussa, que manteve ontem à noite conversas com o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o também egípcio Mohamed El Baradei, lembrou que já em 1994 e 1995 estava discutindo a questão da política nuclear israelense.

Sobre a precária situação da segurança no Iraque, reiterou a necessidade de que os Estados Unidos entreguem todo o poder aos iraquianos e destacou a importância de restabelecer a soberania do país árabe.

Mussa lembrou que as tropas de ocupação deverão fazer sua retirada segundo a agenda prevista, e insistiu na urgência de colocar fim aos seqüestros e atentados no Iraque.

Além disso, Mussa advogou por uma política baseada no compromisso entre todas as forças políticas no país, algo que poderia ser conseguido com a ajuda das Nações Unidas.

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