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Casamento termina no Procon

Casamento termina no Procon

Não se sabe quem tem culpa no cartório, mas o certo é que um juiz terá que dar a palavra final e este será um juiz de paz. Flávia Castro Braga de Souza, de 23 anos, empregada doméstica, saiu de casa vestida para casar, com um branco longo alugado por R$ 120. Gastou outros R$ 30 no salão de beleza para fazer o cabelo com um adorno de princesa. O noivo, Carlos Henrique Lopes, de 24, trabalhador na construção civil, também alugou um terno. Contrataram um fotógrafo e partiram, de táxi, para o cartório do 1 Subdistrito de Campos, onde pretendiam dizer o tradicional “sim”. Mas ouviram um sonoro “não”. Para o cartório, não era o dia do casamento.

Não se sabe quem tem culpa no cartório, mas o certo é que um juiz terá que dar a palavra final e este será um juiz de paz. Flávia Castro Braga de Souza, de 23 anos, empregada doméstica, saiu de casa vestida para casar, com um branco longo alugado por R$ 120. Gastou outros R$ 30 no salão de beleza para fazer o cabelo com um adorno de princesa. O noivo, Carlos Henrique Lopes, de 24, trabalhador na construção civil, também alugou um terno. Contrataram um fotógrafo e partiram, de táxi, para o cartório do 1 Subdistrito de Campos, onde pretendiam dizer o tradicional “sim”. Mas ouviram um sonoro “não”. Para o cartório, não era o dia do casamento.

Segundo o cartório, a data 10/02/2005 escrita a mão sobre o cabeçário de um documento da Fundação Leão XIII fora estipulada para o casal definir o dia do casamento. Flávia e Carlos Henrique dizem o contrário:

— Temos certeza de que o casamento seria hoje (ontem) e foi remarcado. Queriam que a gente casasse no dia 3, perto do carnaval — diz Flávia, que decidiu dar queixa no Procon da cidade.

Dez de fevereiro não era mesmo o dia de Flávia e Carlos Henrique. O táxi que os dois pegaram para o Procon enguiçou e eles tiveram que fazer a metade do percurso a pé. O Procon fecha às 17h e eles chegaram às 17h30m. Contaram com a boa vontade do diretor do órgão, Franklin Cherene, que, sensibilizado, entrou em contato com um tabelião. Ficou então combinado que hoje, 11 de fevereiro, poderá ser um dia de melhor sorte para os noivos.

Acompanhados de um tabelião, os dois sairão hoje do Procon com destino ao cartório, para marcar finalmente a data do casamento. Embora não exista relação de consumo, já que o casamento é gratuito, feito por uma instituição pública, o Procon acompanhará o caso. Cherene disse que tudo indica que o casal confundiu a data.

Flávia, com os olhos marejados, diz que ela e o noivo não têm condições financeiras de arcar com o custo de um novo aluguel de roupas. O fotógrafo decidiu não cobrar. Os dois voltaram para casa, no bairro do Carvão, levados de carona por um dos poucos convidados.

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