Segundo o Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 1991 e 2005, a média mensal de crimes fatais com armas de fogo caiu de 700 para 500. No período, a apreensão média de arma saltou de 500 para 700.
Essa foi a principal conclusão de um estudo do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), encomendado pela Frente Parlamentar Brasil Sem Armas da Assembléia Legislativa.
A apreensão de armamentos aumento a partir de 1996, quando foram criadas leis estaduais dificultando o comércio e a obtenção do porte. Para o sociólogo Michel Misse, coordenador da pesquisa, apesar de suas deficiências, está desarmando os bandidos.
”Perdemos o primeiro round da campanha porque não desconstruímos esses argumentos do ”não” (da frente que defende a manutenção do comércio de armas no referendo do dia 23), avaliou o deputado estadual Carlos Minc (PT). ”Dizemos é que um número significativo, mas que ainda não havia sido quantificado”, afirmou.
A pesquisa analisou 880 casos dessa categoria, em que, segundo Minc, as vítimas poderiam ter sido poupadas. Concluiu que em 228 deles (26%), a facilidade de acesso a uma arma de fogo foi o motivo principal do crime.
Um caso citado aconteceu em 15 de novembro de 2003, quando uma adolescente de 16 anos achou uma espingarda num matagal. A arma disparou por acidente e matou a irmã da garota, de 14 anos.
A pesquisa também analisou os latrocínios (roubos seguidos de morte) ocorridos no período. Foram 879, entre casos consumados e tentativas. Das 126 vítimas (14,3% do total) que reagiram com uma arma de fogo, 46% foram mortas.