O segundo julgamento realizado em Nova York contra John Gotti Jr., filho do célebre mafioso nova-iorquino de mesmo nome, foi mais uma vez declarado nulo. Ele é acusado de ter ordenado o seqüestro de Curtis Sliwa, fundador do grupo “Guardian Angels”,
Após dois dias de deliberações, o júri disse à juíza federal Shira Scheindlin que não conseguia a unanimidade necessária para emitir um veredicto. Por esse motivo, ela decretou a anulação do julgamento, informaram fontes da Corte.
É a segunda vez que isso acontece. Em setembro passado, o júri reunido no primeiro julgamento chegou ao mesmo impasse e Gotti, de 42 anos, está em liberdade sob fiança desde então. Ainda será decidido se ele será submetido a um terceiro julgamento.
“Sinto-me muito bem”, afirmou, após saber da notícia, acrescentando que “vou ver meus filhos”, disse.
O réu expressou sua preocupação com a possibilidade de um novo julgamento: “isso me preocupa, tenho cinco filhos em casa, quero criá-los”.
Sobre ele pesavam as acusações de tentativa de seqüestro de Sliwa, assim como de ter assumido o comando da família mafiosa Gambino, que já tinha sido liderada por seu pai antes de morrer na prisão por causa de um câncer em 2002.
Pelos crimes, ele poderia ter sido condenado a 30 anos de prisão. Em sua defesa, os advogados alegaram que seus vínculos com a “Cosa Nostra” são parte do passado e que seu cliente é um novo homem.
Ao saber da notícia, Sliwa disse estar confiante que haverá um terceiro processo: “O terceiro ‘round’ está se aproximando (…) O governo (a promotoria) me garantiu que ele terá o que merece”.