O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Júlio Paulo Neto, encaminhou ofício ao comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Lima Irmão, solicitando rigorosa apuração para o fato de o subcomandante da corporação, coronel Kelson de Assis Chaves, ter prejudicado as diligências contra um dos acusados de, no último dia 11, em Intermares, ter assaltado a juíza Claúdia Evangelina Ferreira de França.
“Segundo o que chegou ao conhecimento desta presidência – enfatizou o desembargador Júlio Paulo Neto – o ato judicial foi flagrantemente obstacularizado pelo coronel Kelson, em propósito não esclarecido, pelo menos até agora, que teria interferido em prol de um dos acusados, evitando assim a efetivação da diligência que só foi cumprida posteriormente a custo de muito esforço”.
O presidente do Poder Judiciário iniciou o seu ofício lamentando os níveis de violência que afligem o país, incluindo a Paraíba, acrescentando que a situação assusta a toda a sociedade. “Diante desse quadro, preocupa-nos em particular crimes que nos parecem de maior repercussão perante o povo, embora todos devam ser tratados com enfocado relevo pelas instituições e órgãos do Estado”.
O desembargador Júlio Paulo Neto finaliza destacando “não ser preciso realçar a gravidade da acusação que é feita contra o coronel Kelson, na medida em que, ao invés de facilitar e até apoiar a ordem judicial, teria subvertido seu papel normal para ser conivente com o criminoso”.