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Fiscais do TRE da Paraíba apreendem R$ 304 mil; dinheiro foi jogado pela janela em sacola

Fiscais do TRE da Paraíba apreendem R$ 304 mil; dinheiro foi jogado pela janela em sacola

Uma denúncia anônima levou ontem, às 19h, fiscais da Justiça Eleitoral de João Pessoa ao Edifício Concorde, na Avenida Epitácio Pessoa, onde estaria sendo feita distribuição de dinheiro e material de propaganda com eleitores. A denúncia anônima foi feita por um rapaz que trabalha no local. Os fiscais chegaram ao prédio e se dirigiram a uma sala no primeiro andar, onde estaria sendo feita a distribuição. Bateram à porta, mas as pessoas que estavam no interior da sala não abriram.

Uma denúncia anônima levou ontem, às 19h, fiscais da Justiça Eleitoral de João Pessoa ao Edifício Concorde, na Avenida Epitácio Pessoa, onde estaria sendo feita distribuição de dinheiro e material de propaganda com eleitores. A denúncia anônima foi feita por um rapaz que trabalha no local. Os fiscais chegaram ao prédio e se dirigiram a uma sala no primeiro andar, onde estaria sendo feita a distribuição. Bateram à porta, mas as pessoas que estavam no interior da sala não abriram.

Na seqüência, ocorreu um fato espetacular: um saco com duas caixas com dinheiro, dezenas de camisas amarelas, um título de eleitor e contas de água e luz foi jogado pela janela e caiu sobre o toldo de metal do prédio.

Pessoas que estavam em um comitê do PT, nas proximidades, viram quando o saco foi jogado e avisaram aos fiscais, que acionaram a Polícia Federal e pediram uma escada emprestada a funcionários da Saelpa que estavam em um veículo nas imediações. As pessoas que estavam na sala fugiram logo que os fiscais desceram para averiguar o que havia caído.

Um fiscal subiu no toldo e recolheu o saco de dinheiro, que continha R$ 304.050 em cédulas de R$ 50,00, além de 40 camisas amarelas e dezenas de contas de água e luz. A distribuição estaria sendo feita sob a responsabilidade do empresário Olavo Cruz, conhecido como “Olavinho”, que seria dono de uma locadora da veículos. “Olavinho” não foi encontrado pelos fiscais.

PF INICIA PROCEDIMENTOS DE INVESTIGAÇÃO

O saco de dinheiro foi levado para o Cartório da 64ª Zona Eleitoral. Ontem mesmo, a PF iniciou os procedimentos de investigação da origem do dinheiro, que será periciado na próxima semana. Os fiscais da Justiça Eleitoral não quiseram falar. Permitiram apenas que a imprensa fotografasse e filmasse as cédulas, as camisas e os recibos de água e luz, além do título. As cédulas serão fotocopiadas pela perícia da PF, que vai pedir o rastreamento de todas elas, para se descobrir a origem. Os donos das contas de água e luz serão todos ouvidos pela PF.

Para os advogados do PMDB, Hilton e Marcos Souto Maior, que acompanharam a operação, o dinheiro seria para compra de votos em favor do candidato do PSDB. Segundo ele, o candidato do PSDB teria cometido abuso do poder político e econômico.

O advogado e coordenador jurídico da campanha do PSDB, Luciano Pires, saiu em defesa do governador e rebateu qualquer insinuação que tenha por objetivo ligar o dinheiro apreendido à campanha do governador. “Para idéia fixa, só manicômio. Se tudo o que ocorre de errado no Estado é universalizado para a campanha, é a síndrome do pânico”, disse Pires, para quem o esquema de Maranhão estaria desesperado.

O saco de dinheiro foi levado para o Cartório da 64ª Zona Eleitoral. Ontem mesmo, a PF iniciou os procedimentos de investigação da origem do dinheiro, que será periciado na próxima semana. Os fiscais da Justiça Eleitoral não quiseram falar. Permitiram apenas que a imprensa fotografasse e filmasse as cédulas, as camisas e os recibos de água e luz, além do título. As cédulas serão fotocopiadas pela perícia da PF, que vai pedir o rastreamento de todas elas, para se descobrir a origem. Os donos das contas de água e luz serão todos ouvidos pela PF.

Para os advogados do PMDB, Hilton e Marcos Souto Maior, que acompanharam a operação, o dinheiro seria para compra de votos em favor do candidato do PSDB. Segundo ele, o candidato do PSDB teria cometido abuso do poder político e econômico.

O advogado e coordenador jurídico da campanha do PSDB, Luciano Pires, saiu em defesa do governador e rebateu qualquer insinuação que tenha por objetivo ligar o dinheiro apreendido à campanha do governador. “Para idéia fixa, só manicômio. Se tudo o que ocorre de errado no Estado é universalizado para a campanha, é a síndrome do pânico”, disse Pires, para quem o esquema de Maranhão estaria desesperado.

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