O julgamento de Vitalmiro Bastos de Moura prossegue com a tomada de depoimentos de testemunhas de acusação. Até agora já foram ouvidos o delegado federal Ualame Machado, que atuou na investigação do crime, e a missionária Roberta Lee Spires, da congregação Irmãs de Notre Dame, a mesma da qual fazia parte Dorothy Stang.
Neste momento, está prestando depoimento o delegado Waldir Freire, da Polícia Civil. Ele também atuou nas investigações do crime. O delegado Ualame Machado respondeu às perguntas do juiz, da acusação e da defesa, confirmando sua participação nas investigações. Na conclusão do inquérito policial, Vitalmiro e os demais acusados de envolvimento foram indiciados pelo crime. Indagado pela defesa sobre a existência de um suposto consórcio para financiamento do assassinato da missionária, Ualame afirmou que nada ficou provado durante as investigações.
O delegado confirmou as declarações de Amair Feijoli, sobre o envolvimento do fazendeiro no assassinato. Em relação a Roberta Lee, a missionária informou que conhecia Dorothy desde 1966, destacando o trabalho que ela desenvolvia em favor dos menos favorecidos. Ressaltou ainda as atividades de Dorothy na região da Transamazônica e para a aprovação dos Programas de Desenvolvimento Sustentável, que previa assentamento para famílias de agricultores.
Quanto à acusação feita contra Dorothy de que a missionária estaria distribuindo armamento para os colonos, Roberta afirmou que não procede, pois o que distribuiu foi cestas básicas. Ela também afirmou que Dorothy recebeu diversas ameaças indiretas.
Após a conclusão do depoimento da terceira testemunha, será a vez de prestar declarações o colono Orlando Paulo Nunes da Costa. Após, serão ouvidas as testemunhas de acusação, dentre elas os três acusados já condenados no processo, Rayfran, Clodoaldo e Amair.