Excesso de álcool no combustível é o tipo de adulteração mais usado no Rio. Motorista pode pedir teste de proveta na hora do abastecimento.
Primeiro, o motor do carro começou a falhar, batendo pino. Uma semana depois, a bancária Vivian Damasceno, de 29 anos, teve de procurar uma oficina, onde o mecânico, de imediato constatou: Vivian era mais uma vítima do combustível adulterado.
Mais do que um grande aborrecimento, ela teve ainda de arcar com uma despesa inesperada de R$ 400 para que o carro voltasse a funcionar plenamente outra vez.
Assim como Vivian, não são poucos os consumidores lesados por postos de gasolina. No entanto, como explica a coordenadora geral de fiscalização da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Sheyla Oliveira, os defeitos no motor do carro, como entupimento de bombas e bicos ejetores, velas e válvulas vão surgindo gradativamente.
“O combustível líquido vai aos poucos se transformando numa goma. Ele vai corroendo as peças de tal forma que o consumidor não consegue identificar de onde partiu o problema. Tempos depois é que se percebe que foi o combustível adulterado que causou tudo isso”, disse Sheyla.
Primeiro, o motor do carro começou a falhar, batendo pino. Uma semana depois, a bancária Vivian Damasceno, de 29 anos, teve de procurar uma oficina, onde o mecânico, de imediato constatou: Vivian era mais uma vítima do combustível adulterado.
Nota fiscal é arma contra fraude
Outra forma de se precaver é pedir a nota fiscal no momento do abastecimento. Nela constam o nome do posto, o CNPJ, endereço do posto e a origem do combustível. É importante que o consumidor repare se a marca da distribuidora que existe na bomba do posto é a mesma do caminhão distribuidor e da bandeira do posto.
Conforme as denúncias, equipes do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) vão aos postos, coletam o material e, além de fazer testes nos locais, enviam o combustível suspeito para ser analisado nos laboratórios. Constatada a irregularidade, o posto é imediatamente interditado e as bombas de gasolina, lacradas, como medida cautelar. O dono do posto tem de se desfazer do produto adulterado e pedir nova análise à ANP. O posto só volta a funcionar depois de autorizado pela ANP.
“Além das denúncias, fazemos verificações semanais em vários postos do Rio, escolhidos por sorteio. No último trimestre, o Rio ficou em segundo lugar em todo o país, em matéria de qualidade do combustível, em relação ao mesmo período de 2006. Rio, São Paulo e estados fronteiriços como Rondônia, são os locais onde as adulterações no combustível são comuns, mas elas estão diminuindo”, disse Sheyla.