BRASÍLIA – Parte da luxuosa frota de veículos apreendidos pela Polícia Federal em maio na Operação Navalha já pode voltar para seus donos. O Superior Tribunal da Justiça (STJ) autorizou que os indiciados por envolvimento com esquema de fraudes comandado pela construtora Gautama poderão retirar alguns dos veículos que até hoje estão sob a guarda da PF.
Há uma semana, a ministra Eliana Calmon, do STJ, seguindo parecer do Ministério Público Federal, concordou com a liberação. Mas fez uma restrição. A autorização só permite a retirada de um carro por indiciado. E o veículo liberado terá que ser o mais barato quando o acusado teve mais de um apreendido.
Quando a Operação Navalha foi detonada, a PF apreendeu carros de luxo, computadores, celulares e mais de R$ 1 milhão em dinheiro. O material foi apreendido em 84 endereços que foram alvos da operação. Na lista dos carros apreendidos estavam uma caminhonete Toyota Hilux avaliada em cerca de R$150 mil, de propriedade do deputado distrital Pedro Passos (PMDB); um Citröen e uma BMW, de Maria de Fátima Pereira, diretora da Gautama.
Apesar de liberados, os veículos não poderão ser vendidos. A ordem da ministra é que seus donos passem a ser depositários fieis dos carros. No mesmo despacho, Eliana Calmon determinou a devolução dos veículos apreendidos, cujos donos não estão na lista dos indiciados pela PF. No inquérito o principal acusado é o empresário Zuleido Soares Veras, dono da Gautama.