Oito meses depois de tomarem posse, oito governadores e três senadores correm o risco de perder seus mandatos. Eles são acusados de abuso do poder econômico, uso da máquina e compra de votos, e seus casos estão sendo julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente do tribunal, ministro Marco Aurélio de Mello, diz que a disposição dos sete ministros é de agir com rigor. Em seu discurso de posse, que ocorreu durante o escândalo do mensalão, Marco Aurélio afirmou que na sua gestão no TSE não haveria contemporizações e muito menos condescendência. Nos últimos anos, de fato, o TSE confirmou algumas cassações de mandatos.
Estão com seus mandatos na berlinda os governadores de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB); de Rondônia, Ivo Cassol (PPS); da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB); do Maranhão, Jackson Lago (PDT); de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB); de Sergipe, Marcelo Déda (PT); de Alagoas, Teotonio Vilela (PSDB); e, de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB).
O mesmo ocorre com os senadores Expedito Junior (PR-RO), Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e Gim Argelo (PTB-DF), suplente do ex-senador Joaquim Roriz. Como Roriz já renunciou, se seu suplente for cassado, haverá eleição suplementar em Brasília.