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Sanguessugas: MP denuncia cinco ex-deputados por envolvimento com máfia

Sanguessugas: MP denuncia cinco ex-deputados por envolvimento com máfia

A Procuradoria da República no Mato Grosso denunciou à Justiça Federal em Cuiabá mais cinco ex-deputados por suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias. O pedido de abertura de ação penal inclui Neuton Lima (PTB-SP), Vanderlei Assis (PP-SP), João Correia (PMDB-AC), João Batista (PT-MS) e Edna Macedo (PTB-SP). Pelo menos 166 pessoas, entre políticos, servidores públicos e empresários, já foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha, corrupção e outros crimes. Também fez parte da denúncia uma assessora parlamentar ligada a Edna Macedo.

A Procuradoria da República no Mato Grosso denunciou à Justiça Federal em Cuiabá mais cinco ex-deputados por suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias. O pedido de abertura de ação penal inclui Neuton Lima (PTB-SP), Vanderlei Assis (PP-SP), João Correia (PMDB-AC), João Batista (PT-MS) e Edna Macedo (PTB-SP). Pelo menos 166 pessoas, entre políticos, servidores públicos e empresários, já foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha, corrupção e outros crimes. Também fez parte da denúncia uma assessora parlamentar ligada a Edna Macedo.

De acordo com a denúncia, os cinco ex-parlamentares integrariam o núcleo político do esquema de corrupção. As investigações revelaram que a quadrilha desviou recursos federais destinados à compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares a partir de emendas apresentadas por ex-congressistas ao Orçamento da União. A Polícia Federal, responsável pela apuração, identificou o pagamento de propina entre 10% e 15% sobre o valor de cada emenda. O grupo teria causado R$ 110 milhões de prejuízos aos cofres públicos desde 2001, por intermédio da Planam, empresa da família Vedoin.

O escândalo foi o maior em termos numéricos a atingir o Congresso. A CPI dos Sanguessugas, criada para investigar o caso, apontou o envolvimento de 72 senadores e deputados. O Ministério Público Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar 84. Politicamente, no entanto, nem a Câmara nem o Senado condenaram os envolvidos. Eles mantiveram os direitos políticos, mas a grande maioria não se reelegeu. Agora, como ex-parlamentares, prestarão contas à Justiça comum.

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