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Denúncia de mensalão em MS envolve mais 4 deputados

Denúncia de mensalão em MS envolve mais 4 deputados

Mais quatro deputados, dois estaduais e dois federais do PT de Mato Grosso do Sul, além de um ex-deputado da mesma legenda, aparecem no livro-caixa que o Ministério Público rotulou de mensalão do Zeca do PT, como é conhecido o ex-governador do Estado José Orcírio Miranda dos Santos (1999-2006).

Mais quatro deputados, dois estaduais e dois federais do PT de Mato Grosso do Sul, além de um ex-deputado da mesma legenda, aparecem no livro-caixa que o Ministério Público rotulou de mensalão do Zeca do PT, como é conhecido o ex-governador do Estado José Orcírio Miranda dos Santos (1999-2006). Os nomes dos parlamentares foram divulgados ontem, em Campo Grande, pela força-tarefa formada por seis promotores de Justiça. O grupo investiga suposto esquema de corrupção, peculato e improbidade nos dois governos de Zeca do PT.

Um dos deputados federais citados é Vander Loubet, sobrinho do ex-governador e integrante da Comissão de Educação da Câmara. O outro é Antônio Carlos Biffi, titular da mesma comissão e ex-vice-líder do PT na Casa. O livro-caixa indica que, entre agosto de 2004 e março de 2005, Loubet e Biffi teriam recebido R$ 25 mil mensais cada um. Os lançamentos mostram que Loubet pode ter recebido mais R$ 150 mil, em três parcelas, naquele período.

De acordo com as investigações do Ministério Público, João Grandão, ex-deputado do PT, teria ficado com R$ 100 mil. Ele já é acusado pela Procuradoria da República por envolvimento com a máfia das sanguessugas – o esquema de desvio de recursos da União por meio de fraude em licitações para compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares para prefeituras com recursos de emendas ao Orçamento.

Os deputados estaduais apontados no diário são Paulo Correia e Antonio Carlos Arroyo, ambos do PR. O Ministério Público está fazendo um levantamento sobre o total que os dois teriam recebido. Outro integrante da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul também consta do livro: é Ary Artuzzi, do PMDB.

O documento, de capa preta, foi localizado na residência de Salete Terezinha de Luca, ex-ordenadora de despesa da Secretaria de Coordenação-Geral do Governo. Ela admitiu ter preenchido de punho próprio as 100 páginas do livro que a promotoria considera como prova da existência do mensalão de Zeca do PT.

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