O engenheiro químico Pedro Renato Borges, apontado como o criador da fórmula de adulteração do leite, negou as acusações em entrevista ao programa “Fantástico” no último domingo. Ele afirmou ainda que não tomaria leite com soda cáustica, mas que ele e sua família tomavam o produto da Coopervale, de Uberaba, no Triângulo Mineiro, uma das cooperativas que foram alvo da Polícia Federal, no dia 22 de outubro. Borges foi preso dentro da empresa, para a qual prestava serviços há quase dez anos.
Ele apontou que alguém estaria “jogando a responsabilidade na cabeça dele”. Em depoimento à polícia, Pedro Renato Borges disse ter trabalhado para dez cooperativas e laticínios. À reportagem, disse que prestou consultoria a mais de 30 laticínios.
A entrevista foi concedida cinco dias depois que ele saiu da prisão, por decisão da Justiça. Ele disse ao “Fantástico” que trabalha com leite há cerca de 28 anos.
Ele chegava a cobrar R$ 1,5 mil por dia como consultor.
Ele demonstrava grande conhecimento de normas técnicas do Ministério da Agricultura, segundo o relato de pelo menos oito cooperativas que trabalharam com ele.