seu conteúdo no nosso portal

Justiça determina reintegração de posse da PUC-SP

Justiça determina reintegração de posse da PUC-SP

A Justiça paulista determinou que a Polícia Militar de São Paulo cumpra a reintegração de posse do prédio da reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP ), ocupado por um grupo de estudantes desde a noite de segunda-feira (5).

A Justiça paulista determinou que a Polícia Militar de São Paulo cumpra a reintegração de posse do prédio da reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP ), ocupado por um grupo de estudantes desde a noite de segunda-feira (5). Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a universidade entrou com o pedido na terça-feira (6) e a decisão saiu no mesmo dia.

Na decisão, o juiz Felipe de Mello Franco, da 24ª Vara Cível, diz que “não há causa legítima que ampare a posse exercida pelos ocupantes e, ademais, os fins não justificam os meios, assistindo direito à autora de ver-se reintegrada na posse do bem”. Além disso, ele informa que autoriza o arrombamento do imóvel e o uso de força policial também em horário noturno, bem como em dia não-útil.

Em nenhum momento a universidade informou que havia feito o pedido de reintegração de posse do prédio à Justiça. Na tarde de quarta-feira (7), inclusive, representantes da reitoria tentaram dialogar com os estudantes e afirmaram que a universidade estava disposta a negociar a saída deles pacificamente. Questionada novamente nesta quinta-feira (8) sobre o pedido de reintegração, a assessoria de imprensa da PUC-SP disse que não tinha informações sobre o assunto.

A ação foi protocolada na 24ª Vara Cível da capital e tem três estudantes que representam o movimento como réus, além do movimento “Ocupapuc”. Os manifestantes já estão cientes do pedido e mantêm em seu blog uma crítica à medida da reitoria. “Depois de 30 anos, a PUC-SP corre o risco de ser invadida pela polícia militar. (…)Essa é apenas mais uma medida autoritária desta reitoria”, afirmam.

Dizem ainda que “consta no pedido, a autorização para uso de qualquer força necessária para a retirada dos estudantes que estão ocupando. Isto significa que, a reitoria da PUC-SP (gestão Maura Pardini Bicudo Véras) escolheu a repressão ao invés de escolher o diálogo”. O G1 tentou conversar com os estudantes nessa quinta-feira, mas nenhum deles atendeu às ligações.

Notificação extrajudicial

A assessoria jurídica da PUC-SP apresentou nessa quarta-feira uma notificação extrajudicial aos estudantes da ocupação. O documento afirma que a universidade poderia entrar na Justiça, caso aconteçam danos ao patrimônio. Também está prevista a punição administrativa dos envolvidos. O documento é assinado pelo vice-reitor comunitário, João Décio Passos.

O documento diz que, pelo contrato de prestação de serviço, o estudante está obrigado a ressarcir a instituição, caso provoque algum dano material e, se esse dano for reincidente, a exclusão do aluno dos quadros da PUC-SP está prevista.

Além disso, também nessa quarta-feira, uma comissão independente de professores da universidade tentou o diálogo com os manifestantes. Os docentes fizeram um apelo pedindo para que os alunos saiam do prédio e retomem as negociações. Um estudante atendeu os professores e pediu que eles enviassem o apelo por escrito.

Logo em seguida, a reitoria enviou duas representantes oficiais para falar com os estudantes. Um dos alunos saiu da ocupação e leu a pauta de reivindicações para as assessoras da reitoria. Ao ser questionado sobre a possibilidade de sair da sala da reitoria para negociar, o aluno disse que todas as decisões dependem da assembléia, que será realizada nessa quinta-feira (8), às 19h. A universidade havia dado prazo até as 18h para que os estudantes desocupassem o prédio.

A reitoria afirma que houve danos ao patrimônio porque uma parede formada por um biombo foi derrubada e alguns fios foram cortados (a assessoria de imprensa está sem internet). Os alunos negam que tenham provocado danos à instituição e afirmam que criaram uma “comissão de patrimônio”, que é responsável pela manutenção dos bens e da ordem no local. De acordo com um dos integrantes da comissão de comunicação da ocupação, todos os documentos, objetos pessoais, computadores e quadros que estavam na sala da reitoria foram armazenados em uma única sala e permanecem trancados.

A PUC-SP tem 35 mil alunos em seus cinco campi, sendo 18 mil de graduação, quatro mil de pós-graduação e 13 mil nos cursos de extensão. Ao todo, são 1.549 docentes. A assessoria de imprensa informou que apesar da ocupação, as aulas estão acontecendo normalmente.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico