O ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira não é mais réu no processo do mensalão, suposta propina paga pelo governo a deputados. Ele assinou um acordo para suspender seu processo em que era acusado de formação de quadrilha. Segundo funcionários do órgão ouvidos pelo Congresso em Foco, foi o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, que propôs o acordo a Pereira.
Ao deixar a 2ª Vara, Sílvio Pereira disse que, como contrapartida à suspensão do processo, vai prestar serviços comunitários. Ele se disse satisfeito com a negociação com o Ministério Público: “Fiz serviços comunitários 24 anos da minha vida. Não é agora que isso vai me incomodar”, afirmou Pereira, que não precisou prestar depoimento. A assessoria da Procuradoria Geral da República (PGR) não pôde confirmar as informações.
Pereira se mostrou confiante de que o caso mensalão é uma página virada para ele. “Esse processo, para mim, é caso encerrado”. Ele não confirmou se o mensalão existiu, mas disse que nunca participou de quaisquer ilícitos supostamente cometidos pelo PT para comprar apoio político, como diz a PGR. “Para mim, pelo menos, não existiu [mensalão]”, disse o ex-secretário-geral do PT.
Desde a tarde de hoje, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu é ouvido pela juíza Sílvia Maria Rocha e um procurador designado pela PGR.