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Ex-ministra Matilde não justificou gastos de R$ 22 mil, conclui CGU

Ex-ministra Matilde não justificou gastos de R$ 22 mil, conclui CGU

A assessoria de Comunicação Social da Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou ontem (7) a conclusão do relatório sobre os gastos com cartão corporativo praticados pela ex-ministra Matilde Ribeiro (foto) (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR) em 2007. Segundo a CGU, dos R$ 171.556 mil em despesas registrados no cartão da ex-ministra, R$ 22.405 mil até agora não foram “suficientemente justificados”.

A assessoria de Comunicação Social da Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou ontem (7) a conclusão do relatório sobre os gastos com cartão corporativo praticados pela ex-ministra Matilde Ribeiro (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR) em 2007. Segundo a CGU, dos R$ 171.556 mil em despesas registrados no cartão da ex-ministra, R$ 22.405 mil até agora não foram “suficientemente justificados”.

A CGU estabeleceu prazo de 30 dias, solicitado pela própria Matilde, para que sejam apresentadas explicações que justifiquem a razão dos pagamentos de hora extra a motoristas. O valor referente a esses gastos, ainda segundo a CGU, é de R$ 19.245 mil, e seria “remanescente” da diferença entre os valores não justificados e o total restituído pela ex-ministra (R$ 2.815 mil), diante do total considerado de “imediata restituição” (R$ 2.920 mil).

Transporte, alimentação e afins

O aluguel de veículos foi o fator responsável pela grande parte do dispêndio de Matilde Ribeiro: foram R$ 127,7 mil gastos com o benefício. Em relação a esse item, a CGU já havia ordenado a devolução de R$ 1.185 mil, mesmo diante do fato de ter aceitado boa parte das justificadas expostas pela Seppir para os gastos. A empresa Localiza foi a grande beneficiada com a contratação dos serviços pela então ministra Matilde.

Os auditores da CGU querem saber qual foi a necessidade de pagamento de horas extras a motoristas, sendo que até o momento a ministra e sua equipe não apresentou justificativas adequadas. Em 80% das locações houve esse tipo de gasto. A Seppir solicitou à CGU 30 dias para apresentar seus esclarecimentos.

A ministra gastou R$ 5,5 mil em alimentação, ou 3,2% do total registrado no cartão. Para esse item, a auditoria da CGU determinou a devolução de R$ 745,80 (despesas “inelegíveis ou feitas com mais de um comensal”). Já os gastos com hospedagem totalizaram R$ 37,8 mil (ou 22% do montante). O item “outras despesas” rendeu um total de R$ 511,16, e registrou despesas em loja isenta de taxas de importação, em aeroporto internacional (R$ 461 gastos apenas nessa loja). (Fábio Góis)

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