O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, negou pedido de liminar em favor do policial Alcides Campos Sodré Ferreira. Ele é acusado de participar, juntamente com outras quinze autoridades, de um esquema de corrupção em delegacias do Rio de Janeiro, esquema desbaratado pela Operação Furacão, da Polícia Federal.
No pedido de liminar, o policial alegou que não havia provas contra ele e nenhuma razão que justificasse a prisão preventiva. Consta da denúncia o policial era o braço direito e assessor do chefe de polícia Ricardo Hallk e teria participação ativa nos interesses da organização. Na decisão impugnada, o magistrado reiterou a necessidade da prisão cautelar como forma de evitar que ele interferisse nas investigações.
O ministro Cesar Asfor Rocha alegou que o decreto de prisão estava fundamentado e revelavam fatos graves. O ministro alegou ainda que havia indícios de autoria e materialidade suficientes. A prisão cautelar foi decretada para a garantia de ordem pública e conveniência da instrução criminal.