O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (foto), afirmou na noite de sexta-feira em Cuiabá (MT) que não é função da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), nem da Policia Federal, monitorar gabinete de juiz. "Eles podem ter interesse em alguém preso, mas não é função deles monitorar juiz e nem advogado. Se eles começam a fazer isso estão em outro Estado que não é o Estado de Direito, e já não é o Brasil da Constituição de 1988", disse.
Ele deu a declaração no encerramento da solenidade da Semana Nacional da Conciliação no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT). Uma conversa telefônica entre o presidente do STF e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) no dia 15 de julho foi grampeada e teve seu conteúdo divulgado. O fato ocorreu na semana seguinte à prisão pela Polícia Federal e posterior concessão de habeas-corpus por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity.
Ao ser questionado sobre o pedido da Policia Federal de prorrogação de mais 30 dias para identificar a autoria do grampo, Mendes afirmou que precisa aguardar as investigações da Policia Federal sobre o caso para se manifestar.
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