A Alta Corte de Israel rejeitou na segunda-feira o projeto do governo para um trecho da barreira na Cisjordânia ocupada, afirmando que ela avança demais sobre os territórios palestinos.
Os palestinos celebraram a decisão, mas o negociador Saeb Erekat disse que "isso resolve só um problema". "Quantas centenas de outros problemas temos na Cisjordânia?", disse ele.
A Alta Corte ordenou que o governo redirecione parte da barreira perto da localidade de Bilin, para garantir que pelo menos a maior parte fique em território israelense, e não da Cisjordânia.
As autoridades israelenses ainda não se pronunciaram.
Israel diz que a barreira, composta por cerca de arame farpado e muros de concreto, serve para manter homens-bomba palestinos à distância.
Os palestinos dizem que a obra é uma punição coletiva, que além do mais lhes priva de terras reivindicadas para um futuro Estado.
A barreira adentra cerca de 3 quilômetros em Bilin, separando alguns agricultores de seus campos.
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