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SP: Novo depoimento traz reviravolta em investigação sobre o pagamento de propinas

SP: Novo depoimento traz reviravolta em investigação sobre o pagamento de propinas

A Corregedoria de Polícia Civil de São Paulo reabriu o inquérito que investiga o pagamento de propina a policiais para liberar máquinas caça-níqueis. O caso tinha sido encerrado por falta de provas.

Diante de um juiz e de um promotor, a testemunha prestou um depoimento que mudou o rumo da investigação.

A testemunha é Cleverson Rodrigo, o motoqueiro que em maio do ano passado, se envolveu no acidente com o advogado Jamil Chokr, representante de donos de caça-níqueis.

O caso ganhou destaque quando a polícia encontrou no carro do advogado envelopes com a sigla D.P, eles continham R$ 38 mil.

 

De acordo com a promotoria, dinheiro que seria usado para pagar propina a delegacias para que elas permitissem o jogo ilegal. A defesa contesta: diz que o dinheiro era para pagamento de honorários.

De acordo com a versão apresentada por Jamil Chocker na época, o motoqueiro tinha tentado assaltá-lo. Mas o suposto assaltante, que ainda está preso deu um novo e surpreendente depoimento à Justiça.

Declarou que trabalhava para Jamil Chokr e que pouco antes do acidente os dois discutiram numa padaria por causa de um novo ponto de jogo ilegal. Segundo a versão do motoqueiro, o advogado é quem tentou matá-lo.

Cleverson declarou também que o advogado Jamil Chokr tem grande influência na distribuição e exploração de máquinas caça-níqueis. E que a sigla D.P. nos envelopes significava, sim, delegacia de policia.

Disse ainda que era ele quem distribuía a propina nas delegacias e que para isso, recebia R$ 1.500 por semana do advogado.

Também contou que o dinheiro sempre era entregue nas mãos de investigadores, jamais nas mãos de delegados.

No novo depoimento, o motoqueiro citou o nome de nove policiais civis que teriam recebido propina e reconheceu alguns por fotografias.

Por isso, a pedido dos promotores, a Corregedoria da Polícia Civil vai investigar o caso novamente, depois de ter ouvido quase 300 pessoas e de não ter chegado à conclusão alguma.

A equipe do Jornal da Globo foi atrás do advogado Jamil Chokr. Ele estava no escritório, mas não quis atender a nossa equipe para rebater a versão do motoqueiro.

“Ele está com um cliente agora e não pode atender. Mas pediu pra você deixar um telefone que ele entra em contato”, disse a secretária.

Por telefone, Jamil Chokr disse que não vai comentar o depoimento do motoqueiro porque o inquérito corre em segredo de Justiça. A Corregedoria da Polícia Civil também preferiu não comentar o caso.

A Justiça do Direito Online

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