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Ministério Público pede fim do desmatamento em assentamentos do PA

Ministério Público pede fim do desmatamento em assentamentos do PA

Uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de Marabá (PA) pede à Justiça o início imediato da recuperação ambiental de 473 assentamentos localizados no sudeste paraense.

Uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de Marabá (PA) pede à Justiça o início imediato da recuperação ambiental de 473 assentamentos localizados no sudeste paraense. Segundo o MPF, essas áreas de reforma agrária ocupam 44 mil quilômetros quadrados – o equivalente ao estado do Rio de Janeiro – e cerca de 70% de suas florestas já foi desmatada.

Assinada pelo procurador Marco Mazzoni, a ação judicial cobra do Incra a responsabilidade de recuperar a vegetação destruída ilegalmente. Hoje, os proprietários de terras amazônicas têm direito de desmatar 20% de seus lotes. Segundo o processo movido pelo MPF, quem passou dessa cota teria que recompor, a cada três anos, o equivalente a um décimo da área desmatada de forma irregular.

Segundo a assessoria de comunicação o Incra, desde o início deste ano não são mais criados assentamentos sem a licença dos órgãos ambientais, e desde 2007 o instituto já vem trabalhando para recompor áreas degradadas dentro dos assentamentos.

Destruição acelerada

Para obter dados precisos sobre o desflorestamento, o MPF encomendou ao Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) um estudo sobre as áreas degradadas nos lotes da reforma agrária. A pesquisa apontou que, no sul e sudeste do Pará, o ritmo de destruição nesses locais é de 3% ao ano, enquanto a média nos assentamentos na Amazônia é de 1,8%.

Como forma de fiscalizar o desmatamento nas áreas de reforma agrária, Mazzoni sugere um mecanismo que conte com imagens de satélite e colaboração de internautas. Como exemplo, ele cita na ação judicial o mapa interativo do Globo Amazônia, onde os usuários podem protestar contra a destruição da floresta.

A Justiça do Direito Online

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