A Justiça determinou que a UEL (Universidade Estadual de Londrina) faça a formatura dos 14 alunos do curso de medicina que foram suspensos após promoverem uma baderna no Hospital Universitário, no dia 20 do mês passado. Os outros 82 estudantes se formaram há uma semana.
Na decisão liminar, o juiz substituto da 5ª Vara Cível de Londrina, Mario Nini Azzolini, determinou ainda multa de R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento. Segundo a UEL, a formatura será feita nesta sexta-feira (19), às 17h, no anfiteatro do Hospital Universitário.
Na decisão, Azzolini disse que a medida foi tomada para que os alunos "não sejam condenados antes de julgados".
No entanto, segundo o procurador jurídico da UEL, Ruy de Jesus Marçal Carneiro, a decisão elimina a possibilidade de conclusão do processo administrativo-disciplinar que havia sido instaurado na universidade contra os 14 formandos.
"A colação de grau encerra o vínculo desses alunos com a universidade. Só se eles tentarem residência médica no hospital será possível o prosseguimento do processo."
Os 14 formandos –treze homens e uma mulher– haviam sido suspensos da formatura depois de identificados por câmeras internas entre os estudantes que invadiram o hospital com sprays de espuma, rojões e bebidas.
Eles comemoravam o final do curso em um bar em frente ao hospital e resolveram estender a farra para o local. A ação dos estudantes levou pânico a pacientes e médicos que estavam no pronto-socorro.
O diretor clínico do hospital, Marcos Camargo, registrou termo circunstanciado na Polícia Civil de Londrina. Hoje, a polícia não soube informar como está o andamento das investigações sobre o caso.
O presidente do Conselho Estadual de Educação do Paraná, Romeu Gomes de Miranda, pediu a criação de uma comissão para investigar o curso de medicina da universidade.
O reitor da UEL, Wilmar Marçal, também anunciou que fará uma auditoria interna no departamento.
Após o caso, uma estudante denunciou irregularidades no curso, como falta de supervisão de professores e de médicos plantonistas nos estágios. Nenhum dos 14 formandos quis falar à reportagem.
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