O 4º Tribunal do Júri da capital absolveu, no final da noite de ontem, dia 24, Luciano Guinâncio Guimarães, Fábio Pereira de Oliveira, Moisés Pereira Maia Júnior, Júlio César Ferraz de Oliveira, Ivilson Umbelino de Lima e Silvio Pacheco Fontes. Acusados de integrar a milícia Liga da Justiça, com atuação em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, eles foram denunciados pelas tentativas de homicídio qualificado do segurança Carlos Eduardo Marinho dos Santos e do ex-PM Marcelo Gouveia Bezerra. O julgamento durou mais de 13 horas e foi presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, titular do 4º Tribunal do Júri.
A absolvição foi pedida pelo próprio Ministério Público estadual, autor da denúncia, uma vez que os dois sobreviventes do atentado, principais testemunhas de acusação no processo, negaram a participação do grupo no crime. Eles afirmaram que foram vítimas de um assalto cometido por integrantes do Comando Vermelho. Os depoimentos das vítimas em plenário foram diversos daqueles prestados às autoridades policiais e na fase de instrução da ação penal.
“O Egrégio Conselho de Sentença, por maioria de votos, reconheceu a tese sustentada em plenário pelo Ministério Público e pelas defesas, da ausência de comprovação da autoria e da participação, respondendo negativamente ao segundo quesito de cada série formulada, e, julgando improcedente o pedido ministerial inicial, absolveu os acusados dos crimes a eles imputados”, escreveu a juíza na sentença.
Segundo denúncia do MP, a picape em que Carlos Eduardo e Marcelo Gouveia estavam foi alvejada por 35 tiros, no dia 28 de maio de 2008, no sinal de trânsito da Rua Aricuri, próximo ao número 1.271, em Campo Grande. O motivo do crime seria disputa entre milícias e vingança porque Carlos Eduardo, que estava ao volante do veículo, resistiu à ocupação de parte de um terreno dentro do condomínio em que era segurança a fim de que a Liga da Justiça instalasse um centro social para atividades políticas e eleitorais.
Os alvarás de soltura já foram expedidos em nome de Luciano, Fábio, Moisés (presos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul), Ivilson e Silvio. Júlio Pacheco Fontes é o único que já está solto.