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Reitores que pagam salários de grevistas devem responder por improbidade, diz AGU

Reitores que pagam salários de grevistas devem responder por improbidade, diz AGU

Os servidores em greve permanecem recebendo os salários normalmente, mesmo sem trabalhar.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse ontem (10) que reitores de universidades federais que não informam os nomes de professores e funcionários em greve serão responsabilizados por improbidade administrativa.

Quando um reitor não informa ao governo quais são os servidores em greve, todos permanecem recebendo os salários normalmente, mesmo sem trabalhar. A paralisação nas universidades federais já dura três meses.

“Isso vai ter que ser apurado adiante, porque esses reitores, ou esses agentes, estão em situação de improbidade”, disse o ministro da Advocacia Geral da União. Embora o governo já tivesse sugerido esse tipo de procedimento punitivo nas últimas semanas, esta é a primeira vez que um integrante do alto escalão fala em público a respeito.

Adams deu essa declaração no “Poder e Política”, projeto da Folha e do UOL. Segundo ele, a responsabilidade dos reitores terá de ser apurada “pelo TCU [Tribunal de Contas da União], pela CGU [Controladoria-Geral da União] e pelo próprio Ministério Público Federal, que tem essas incumbências”.

Em meio a uma greve que atinge vários setores do funcionalismo público federal, a presidente Dilma Rousseff enfrentou nesta sexta-feira (10) um protesto de servidores paralisados, em Rio Pardo de Minas (685 km de Belo Horizonte), e respondeu dizendo que sua prioridade é assegurar emprego para quem não tem estabilidade.

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