seu conteúdo no nosso portal

No TCE do Amapá, cinco de sete conselheiros afastados

No TCE do Amapá, cinco de sete conselheiros afastados

Auditores substituíram membros acusados de desvio de recursos, e Corte retomou análises paradas desde 2005

MACAPÁ > O afastamento de cinco, dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Amapá, escancarou uma realidade para o bem e para o mal. Em setembro de 2010, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mãos Limpas, prendeu várias pessoas, entre elas o ex-governador Waldez Goes (candidato nesta eleição), que foi acusado de desviar recursos que deveriam ser aplicados na educação e em outras áreas. A mesma operação foi bater na porta do TCE, onde cinco conselheiros, três servidores e dois conselheiros aposentados foram acusados de desviar R$ 100 milhões do tribunal.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, os envolvidos descontavam cheques da instituição, na boca do caixa, sob o argumento de que se tratava de outras despesas variáveis . Somente o ex-presidente da entidade, José Júlio de Miranda Coelho, sacou R$ 7,5 milhões.

>”ANTES NÃO FUNCIONAVA” 

Dos sete conselheiros titulares, cinco foram afastados pelo SuperiorTribunal de Justiça (STJ) de suas funções, mas continuam recebendo salário normalmente.

Para substituí-los, foram convocados auditores da própria corte, que passaram a atuar como conselheiros. Sob a presidência de Maria Elizabeth Cavalcante de Azevedo Picanço, o TCE começou a andar. Descobriu-se, por exemplo, que o órgão, quando estava sob o comando dos acusados de desvios, não se reunia para julgar as contas de ninguém.

– As decisões passaram a ser mais céleres desde o afastamento deles – afirmou Xirlene Costa, diretora da área de controle externo do TCE-AP.

– Há análises que estão paradas desde 2005. Hoje, quando começamos a notificar os prefeitos e agentes públicos sobre irregularidades em suas contas, eles se espantam, questionando por que só agora. A resposta é simples: é que antes não funcionava – contou Damilton Barbosa, secretário-geral do TCE.

A reportagem tentou contato com os afastados, mas não conseguiu. O GLOBO procurou, inclusive, parentes desses conselheiros, mas eles não quiseram falar.

 

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico