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STJ decidirá retroatividade de decisão do STF em caso de concurso público

STJ decidirá retroatividade de decisão do STF em caso de concurso público

Um agravo regimental na 1ª turma do STJ levará os ministros a debaterem acerca da retroatividade de decisão do STF que trata de direito a nomeação em cargo público.

No caso, trata-se de RMS de candidato aprovado em 2º lugar em concurso para professor de geografia que comprovou, para o relator, Napoleão Nunes Maia Filho, o surgimento de outras vagas durante a validade do certame e, com isso, garantiu a nomeação por decisão monocrática do ministro.

Ao analisar agravo do município, no colegiado, Napoleão manteve o entendimento. O presidente da turma, porém, ministro Sérgio Kukina, lembrou o julgamento pelo plenário do STF, em dezembro último, do RE 837.311.

Repercussão geral


O Supremo fixou que o direito à nomeação do candidato aprovado em concurso público ocorre (i) quando a aprovação ocorrer dentro do nº de vagas; (ii) quando houver preterição da nomeação por não observância da ordem de classificação; e (iii) quando surgirem novas vagas ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior e ocorrer preterição arbitrária e imotivada.

Para Kukina, a partir deste entendimento, passa a ser encargo do candidato trazer prova capaz de revelar esse traço de arbitrariedade que possa resultar em indevida preterição.

Segurança jurídica x retroatividade


Napoleão, por sua vez, levantou a tese de que a orientação do Supremo é posterior ao caso concreto. E, assim, aplicar a atual orientação a casos pretéritos seria “violar a segurança jurídica”. “Entendo que a jurisprudência, quando inova, deve respeitar as interpretações anteriores, igual a lei.”

A ministra Regina Helena Costa sugeriu então a retirada do processo da pauta para que o ministro Napoleão elaborasse o voto tratando acerca deste tema para que a turma possa debater isso.

Assim, o caso será levado novamente a julgamento após a nova versão do voto do ministro relator.

 

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