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O cofre do Ademar

Empregou-se como “office-boy” numa imobiliária. O dono, Nicola Avalone, era deputado estadual pelo PDC. A convivência com Avalone lhe rendeu um “curso prático de política”.

Ia diariamente à Assembléia Legislativa de São Paulo. “Presenciei acordos e articulações, vi o Ademar de Barros governar, soube do famoso dr. Rui -apelido que ele dava à amante, de cuja casa a guerrilha levaria um cofre de dólares.”

Embora menor, frequentava cabarés. “Eu podia ter virado um trombadinha”. Estudava à noite no Colégio Paulistano. Sob Jango, reunia-se com colegas para ler Marx e Lenin.