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Jornalista frustrado

Em 67, José Dirceu já dirigia a União Estadual dos Estudantes. Vinculou-se à Dissidência, corrente que se descolou do PCB, “aburguesado”. Opunha-se, porém, à luta armada.

Tentou virar articulista de jornal. Entregou um texto a Cláudio Abramo. Queria vê-lo publicado na Folha. Abramo leu, amassou e jogou no lixo.

“Você gosta de ler? Então continua lendo. Depois, escreve de novo e traz outro artigo”. Manteve o relacionamento com Abramo. Mas não ousou um segundo texto. “Entendi o recado.”