Villela era um dos advogados mais conceituados de Brasília. 21:25, atualizado às 23:10 de 31/ago e 00:03 de 01/set/09 – Chocado com o assassinato do colega e amigo José Guilherme Villela, 73, de sua mulher Maria e de uma empregada, o ex-ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal, lembrou há instantes como os dois chegaram a Brasília. “Guilherme, meu colega desde o ginásio, passando pela UFMG, veio comigo para Brasília em 1961 juntamente com outros colegas. Desde logo se afirmou como um dos maiores advogados de nossa geração. No TSE, marcou a sua presença como um dos mais notáveis ministros que a Casa conheceu.”
Os três foram assassinados a facadas, como revelou com exclusividade este site no primeiro momento. O crime ocorreu no apartamento em que residiam as vítimas, na 113 Sul, em Brasília. A Polícia Civil encontrou os corpos do advogado e da empregada próximos à cozinha e o da mulher dele no closet da suíte do casal. A polícia acha que o assassino “é alguém com livre acesso à casa da vítima”, tendo em vista a inexistência de sinais de arrombamento. Vilella foi um dos advogados que atuaram na defesa do ex-presidente Fernando Collor, no processo do impeachment – equipe foi chefiada pelo advogado José Moura Rocha. Vilella não era visto desde sexta-feira. À polícia, o porteiro do bloco C, onde se deu a tragédia, informou que desde domingo sentia “mau cheiro”, característico de “gato morto”, provavelmente decorrente da decomposição dos corpos.
Homem calmo, de gestos elegantes e com grande círculo de amigos, o advogado era um dos mais conceituados de Brasília, com atuação marcante nos tribunais superiores. Nascido em Manhuaçu (MG), ele chegou a ocupar o cargo de ministro do Tribunal Superior Eleitoral. Seu escritório é localizado no último andar do edifício Denasa, no Setor Comercial Sul.