seu conteúdo no nosso portal

Diário de uma veranista

O inconfundível barulho do mar me chama. Quando o astro do dia aparecer, saio para me exercitar. Inércia (de repouso) e praia definitivamente não combinam - embora em determinados momentos combinem perfeitamente.

O inconfundível barulho do mar me chama. Quando o astro do dia aparecer, saio para me exercitar. Inércia (de repouso) e praia definitivamente não combinam – embora em determinados momentos combinem perfeitamente.

Madrugo, como sempre. Hoje é o marco oficial do meu início de veraneio, uma segunda-feira um tanto bucólica. Foi-se o final de semana movimentado, com a família reunida. Inicia-se a doce rotina de sol, praia, chimarrão, exercícios, leitura…

Por enquanto, sem máquina do diabo! A expressão, alcunha de televisão (ouvi em uma palestra no Teatro do SESI ou li no livro “A Semente da Vitória”?), é do ex-treinador físico do piloto Airton Senna, Nuno Cobra. Ele ensina magistralmente como se iniciar no esporte da corrida, independentemente da idade: muita calma nessa hora. Também serve para abandonar de vez o sedentarismo do sofá, vale a pena ler. São diabólicas as propagandas inverossímeis nos seduzindo a adquirir todo tipo de inutilidades. E que tal os programas de péssimo nível divulgando shows de exibicionismo e rosários de desgraças? Não há o que não haja.

A TV que habitava a casa recém-adquirida era tão obsoleta, que foi doada. Mesmo destino ao microondas e à máquina de lavar roupas. Salvou-se a dupla essencial fogão-geladeira. Em que investir inicialmente? Ficamos com pintura e decoração despojada e praieira, arejada pela providencial brisa dos ventiladores de teto.

Muitos veranistas investem no que há de mais moderno, com panos e mais panos de vidro substituindo portas e janelas, o que explica, em parte, a multiplicação de splits pelo litoral. Em inúmeras casas proliferam impensáveis recursos high tech. Na vizinhança, me deparo com um quadro cujas fotografias se movimentam como nos filmes do Harry Potter e na nova atração da Universal, em Orlando/EUA. É uma novela! Trata-se de uma TV com moldura, colocada no lobby da residência. Os moradores assistem aos programas na varanda, de costas para a rua. E os transeuntes, curiosos, observam.

Passam várias pessoas devidamente uniformizadas para os exercícios em direção à beira-mar. O leite para o café da manhã está fervendo e não quero que derrame, voo para a cozinha. Afinal, movimento é a antítese da preguiça – que medo de enferrujar. Após café e jornal, correrei para a praia. Prefiro esse movimento aos tecnológicos, todos em telas. Quero o vento do mar em meu rosto!

 

Diário de uma veranista

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico