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O Sofista

A história informa que a sofística teve sua época de ouro logo após os triunfos da Grécia sobre o império Persa. Isso se deu porque após as vitórias gregas a de

A história informa que a sofística teve sua época de ouro logo após os triunfos da Grécia sobre o império Persa. Isso se deu porque após as vitórias gregas a democracia fortaleceu-se consideravelmente, criando-se, com isso, um clima extremamente fértil para os políticos bem desenvolvidos na oratória e na retórica.

A persuasão passou a ser a principal arma dos detentores do poder.

Mestres da eloqüência e da retórica, os sofistas, destacaram-se por vender seus conhecimentos aos homens ávidos de poder político, ensinando-os as maneiras de consegui-lo.

A realização do homem, segundo o ideal dos sofistas, não está na ação ética, no domínio de si mesmo, nem na justiça para com os outros, mas no domínio dos homens como meio para o alcançamento do objetivo final que é o poder e a riqueza material.

Essa característica condenou os sofistas ao descrédito e à marginalização, mas não à extinção. Venceu a ética que, mais tarde tentou-se assegurar através do império da lei.

Esse império, entretanto, está nos dias de hoje amenizado. É que os pensadores do direito entenderam que adágios como a lei é dura, mas é lei apenas servem aos sofistas de plantão. O só cumprimento da lei não interessa à justiça. É necessário cumpri-la, mas com ética, e compromisso com o social.

Não nos convém, nem muito menos interessa um magistrado que se auto-intitula legalista, cumpridor da lei, se esse magistrado, tal como os sofistas de outrora, apenas dissimula suas ações para atingir fins descompassados com o ideal de justiça.

Se dizer e não fazer é ruim, pior é dizer e fazer diferente do que se disse.

Estamos, infelizmente, cercados de sofistas modernos. Homens com currículos honoráveis, com palavras por vezes afáveis, altruístas, outras austeras, probas, tudo numa fabricação de uma imagem de integridade. As ações, todavia, são avessas ao se que vê na vitrine.

Devemos, como disse o jus-filósofo Chaïm Perelman, estar atentos com aqueles que usam palavras recheadas de conteúdo emotivo, como justiça, moral, liberdade, etc., pois, “…com demasiada freqüência, nosso interlocutor, conhecendo o apreço que temos pelos valores que essas palavras designam, procurará fazer-nos admitir a definição que ele nos apresenta como a única verdadeira, … Às vezes, ele se empenhará em nos levar diretamente a aquiescer ao seu raciocínio, o mais das vezes usará longos rodeios para nos conduzir ao objetivo que se propõe atingir.”

O Sofista

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