O banco Bradesco foi condenado a pagar R$ 150 mil a uma funcionária da Bahia que acusou a instituição de assediá-la moralmente e de pressioná-la psicologicamente para que ela atingisse as metas de vendas. O banco já recorreu à sentença no Tribunal Regional do Trabalho do Estado.
A ação foi impetrada por Joyce Dias Machado, segundo o site Espaço Vital. Ela foi contratada como escriturária na agência de Guanambi. No processo, a funcionária acusa o banco de obrigá-la a exercer a função de vendedora de serviços e de pressionar para que ela atingisse as metas estabelecidas.
Segundo a decisão judicial, o banco ameaçava demitir todos os funcionários que não atingissem as metas de vendas, mesmo não sendo essa sua função. A acusação foi comprovada por meio de testemunhas.
De acordo com os autos, a funcionária trabalhava cerca de nove horas diárias com apenas 15 minutos de intervalo para repouso e alimentação. Pressionada, a mulher pedia ajuda aos colegas para cumprir as metas.