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A tradição resiste

Como foi – Fui a Natal para a cobertura de uma visita presidencial ao Rio Grande do Norte. Sempre que posso, procuro estender a viagem para tirar dela imagens diferentes das que costumo ver nos gabinetes palacianos da Capital Federal. Percorrendo a periferia da cidade levado pelo amigo fotógrafo Canindé Soares, deparei com essa maravilha de imagem. Tão simples e tão brasileira. Amarrado com uma corda à trave de um campinho de futebol, o pote cheio de doces e balas é alvo do menino que, com os olhos vendados, tenta quebrá-lo auxiliado por um cabo de vassoura. A platéia vai ao delírio. São moradores da vila de casas populares de um bairro da periferia da capital potiguar. Empoeirado, mas arborizado. Impressionante como a tradição consegue ainda sobreviver aos tempos em que a tevê comanda o espetáculo.