O Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade nesta quinta (5) as uniões homossexuais estáveis, que permitem aos gays usufruir dos mesmos direitos de casais heterossexuais, como o casamento civil, aposentadoria, inclusão em planos de saúde, pensão por morte, herança e adoção. Os dez ministros do STF acompanharam o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto, no julgamento que começou na quarta (4), analisando duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin): a do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) para estender benefícios de funcionários públicos a seus parceiros e outra, da Procuradoria-Geral da República, para considerar “entidade familiar” a união de casais gays. A decisão tem efeito vinculante, ou seja, será aplicada em outros tribunais para casos iguais. Tribunais de dez Estados já reconheceram a união civil de homossexuais