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Ex agente: Goulart foi assassinado

O Deputado Domingos Dutra, PT-MA, esteve em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e conversou com o ex-agente do serviço secreto do Uruguai, Manuel Juan Cordeiro Piacentini, mais conhecido como Mário Barreiro, que cumpre pena por assalto a banco, num presídio aberto. Barreiro garante que, durante dezessete anos, trabalhou para o serviço secreto do Uruguai e uma de suas missões, durante três anos, foi fazer escutas telefônicas e vigilância do ex-presidente João Goulart, que à época, exilado, morava no Uruguai. O ex-agente disse ainda que João Goulart foi assassinado, envenenado, num complô entre o serviço secreto Uruguai e o governo brasileiro. Segundo ele, numa reunião secreta, o ex-Delegado do Departamento de Ordem Política e Social Fleury Paranhos, determinou que João Goulart fosse eliminado, a pedido do então presidente Ernesto Geisel. O crime, que aconteceu em 06 de dezembro de 1976, teria ocorrido para impedir o regresso de João Goulart ao Brasil para rearticular a oposição ao militares. Domingos Dutra, após o encontro, disse que Barreiro não apresentou nenhuma prova do que disse, mas revelou diversos nomes. “É preciso ir em busca de documentos e apurar todas as informações e se houver alguma verdade nelas, abrir uma investigação. A Câmara dos Deputados tem a obrigação de esclarecer este caso, e não deixar nenhuma dúvida. Temos que chegar a verdade”, declarou o deputado.