O governo nega que pretenda eliminar o papel do Judiciário nos processos de execução de dívidas tributárias, mas, na exposição de motivos enviada pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams, ao ministro Guido Mantega (Fazenda), fica clara a intenção do Executivo de passar por cima dos juízes, em sua sanha arrecadadora. No documento, Adams ataca o processo judiciário, chamando-o de ‘moroso, caro e de baixa eficiência’.