Candidato favorito para presidir a Câmara daqui a três semanas com o apoio do Planalto, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), é alvo de denúncia nos principais jornais este domingo (13). Segundo o jornal Folha de S.Paulo, uma parte do dinheiro liberado pelo governo ao líder peemedebista foi usada para contratar a empresa de um assessor do gabinete do próprio deputado. O jornal identificou pelo menos três prefeituras do Rio Grande do Norte que contrataram a empresa Bonacci Engenharia e Comércio Ltda, do assessor Aluizio Dutra de Almeida, usando recursos liberados a Alves pelo Orçamento da União por meio das “emendas parlamentares”. Na época da contratação, os prefeitos dessas cidades eram do PMDB. Almeida trabalha com Henrique Alves na Câmara desde 1998 e é tesoureiro do PMDB regional em Natal, presidido pelo deputado. Já o jornal Estado de S.Paulo noticia que o líder peemebebista é acusado pelo Ministério Público Federal de enriquecimento ilícito numa ação de improbidade administrativa. Há dois meses, ele conseguiu adiar decisão sobre a quebra de seu sigilo fiscal e bancário, bem como de suas empresas, por meio de recurso judicial. Desde 2004, o MPF sustenta que o peemedebista manteve ilegalmente milhões de dólares fora do País.