Médicos em todo o país vão suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde por um período de até 15 dias, à exceção daqueles que atuam no DF, certamente satisfeitos com a situação. O protesto, na maioria dos estados, está previsto para começar amanhã (10). Esta é a quarta paralisação anunciada pela categoria em dois anos. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), serão suspensas apenas consultas e cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados. Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, as reivindicações incluem a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente. De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%.