O presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, refutou as declarações do coordenador do programa Cidades Mais Segurados para Assentamentos Humanos das Nações Unidas (ONU), Elkin Velásquez, para quem “o Rio é hoje a nova Medellín”, cidade colombiana que foi dominada pelo tráfico de drogas. “A comparação com Medellín não me parece apropriada; nem em seus piores momentos o Rio esteve perto do que acontecia na cidade colombiana”, rechaçou o presidente da OAB-RJ. “Vivemos um grave quadro de violência e de insegurança que deverá ser superado por nós mesmos e não com intervenção externa como ocorreu na Colômbia”, prosseguiu Wadih Damous. Para o emissário das Nações Unidas, que trabalhou como assessor do prefeito de Bogotá no tema da segurança urbana, “lá (Medellín) a delinquência era alta e fizemos trabalho de integração melhorando a convivência entre as pessoas. O Rio de Janeiro passa por um momento similar (ao de Medellín) e a união dos três poderes (municipal, estadual e federal) é fundamental para combater a segregação racial”.