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PF: governo do DF espionou rivais

 
Relatório da Polícia Federal aponta “fortes indícios” de interceptação  ilegal de e-mails para obter informações “privilegiadas/antecipadas, de  interesse do governo do Distrito Federal”, na gestão do petista Agnelo  Queiroz, segundo revela reportagem de Fernando Mello e Felipe Coutinho, da Folha de S. Paulo. O relatório elenca cerca de 30 conversas em janeiro e fevereiro. O  suposto esquema de arapongagem é indicado por diálogos entre o sargento  da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá (ligado a Cachoeira  e, segundo o relatório, próximo ao governo local), o agente aposentado  da PF Joaquim Thomé e Marcello Lopes, o Marcellão, ex-assessor de  Agnelo. Nos áudios, eles citam uma pessoa chamada de “chefe” e “Claudinho”, que a  polícia suspeita ser o ex-chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro  –que deixou o cargo após ser apontado como o contato do grupo de  Cachoeira na cúpula do governo. Num diálogo, o agente aposentado diz estar “vendendo serviço” ao  governo. Em outro, Dadá diz a Thomé: “O governador vai cumprir. Ele não  vai falhar não, entendeu?” A PF usa essa conversa como exemplo de que o  destino das mensagens obtidas ilegalmente seria “Claudinho”. O alvo das interceptações seria o blogueiro Edson Sombra, que já levantou várias suspeitas contra Agnelo.