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Punição exemplar

O promotor de Nova Iguaçu, Rogério Pacheco Alves, deu um importante passo para moralizar a política no Rio. Ele propôs uma ação civil pública contra o vereador Rogério Lisboa (PSDB) e seu assessor Moyses Bastos Justino.

Está escrito no processo 20040380014424 que os dois teriam firmado acordo na eleição de 2000. Segundo o documento, datado de 19 de junho daquele ano, Rogério teria oferecido um cargo de assessor parlamentar com salário de R$ 1.200 para que seu concorrente, conhecido como Moyses Vidraceiro, desistisse de concorrer a vereador e apoiasse sua candidatura.

Acontece que o MP não gostou nada dessa história. Requereu que os dois devolvam o dinheiro público gasto na transação e que fiquem inelegíveis por 10 anos. Alega que o nomeado não exerceu as funções de assessor, limitando-se a ser cabo eleitoral do vereador.

Mais do que o caminho para uma punição exemplar, o imbróglio serve de alerta aos políticos que adoram fazer traquinagens antes de eleições. O que deve ter de gente roendo as unhas de aflição com o desfecho dessa história não está no gibi.