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TCE decide pela exoneração de personal trainer que recebia R$ 9 mil do gabinete de conselheiro

TCE decide pela exoneração de personal trainer que recebia R$ 9 mil do gabinete de conselheiro

Alessandra Pereira Evangelista recebia R$ 9 mil do gabinete de Júlio Lambertson Rabello

Rio – O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes de Carvalho Júnior, exonerou nesta terça-feira a professora de Educação Física, Alessandra Pereira Evangelista. Ela foi contratada pelo gabinete do conselheiro Júlio Lambertson Rabello, segundo denúncia de O DIA, na edição desta terça. Também foi aberta uma sindicância para apurar a nomeação da personal trainer.

Diariamente pela manhã, Alessandra Pereira atendia Rabello e sua esposa na residência do casal, no bairro do Cosme Velho, na Zona Sul. Ela chegava por volta das 8h30 e ficava cerca de duas horas à disposição do casal na academia que eles mantêm na casa. Depois, a profissional de educação física tinha o restante do dia livre para atender outros alunos, como revelou em conversa com O DIA.

“Dependeria do horário que você tem de disponibilidade e de onde você gostaria de estar malhando (sic). De manhã, eu tenho um aluno fixo já, no primeiro horário. Até dez e pouca da manhã, eu estou presa (…). É o horário mais tranquilo para mim, este horário da tarde”, disse Alessandra, ao ser questionada pela repórter — que se passou por interessada em contratar os serviços de personal — se poderia ter aula às 15 horas ou 16 horas. A ligação foi feita na última sexta-feira. Na segunda, a professora foi procurada novamente, disse que estava com a filha no hospital e que não queria comentar sobre o assunto.

Alessandra foi nomeada para cargo de comissão de Assistente CCDAL5,como mostra o Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, do dia 21 de maio de 2010. O salário atual é de R$ 9.547,68, segundo o site do Tribunal de Contas. Mas, apesar da alta remuneração, ela amplia a renda com trabalhos extras. “O preço que vou ter que te dar é mais ou menos de acordo com o local (…), cada academia tem um sistema de trabalho, entendeu?”, explicou ela, para a repórter.

A assessoria do TCE foi procurada, mas se recusou a responder por escrito as perguntas enviadas por e-mail. Entre os questionamentos, estava se haveria algum tipo de punição para o conselheiro e se, além do salário, a professora de Educação Física recebe outros benefícios.

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