seu conteúdo no nosso portal

TJ julga decisão que permitiu entrada de cão-guia no metrô

TJ julga decisão que permitiu entrada de cão-guia no metrô

O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo julga nesta segunda-feira a ação movida em 2000 por Thays Martinez, 32, para garantir o direito de freqüentar o metrô acompanhada do seu cão-guia, o labrador Boris. Há seis anos, ela entra nos vagões com o cachorro graças a uma decisão judicial provisória que é contestada pelo Metrô.

O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo julga nesta segunda-feira a ação movida em 2000 por Thays Martinez, 32, para garantir o direito de freqüentar o metrô acompanhada do seu cão-guia, o labrador Boris. Há seis anos, ela entra nos vagões com o cachorro graças a uma decisão judicial provisória que é contestada pelo Metrô.

Quando a chamada tutela antecipada foi concedida à advogada, ela estava baseada em uma lei municipal que permite aos deficientes visuais transitar com cães-guia em ambientes públicos. Desde então, foram criadas outras leis –de âmbito estadual e federal– com conteúdo similar.

“Estou bastante ansiosa, mas muito confiante no resultado positivo. Este é um caso de referência, uma jurisprudência que será importante não só para mim mas para todos os usuários de cães-guia”, diz Thays. Ela se formou em direito pela USP (Universidade de São Paulo) em 1998 e, desta vez, irá advogar em causa própria. O Metrô ainda não se pronunciou sobre o caso.

No Brasil, existem 160 mil cegos e mais de 2 milhões pessoas com grande dificuldade para enxergar, de acordo com dados do IBGE.

Barreiras

Thays diz ter enfrentado dificuldades para andar com Boris no metrô mesmo depois de ter obtido a decisão judicial favorável. “Eles [o Metrô] já disseram que eu não poderia usar as escadas rolantes, que eu deveria ficar em um vagão específico, que não poderia usar o metrô em horários de pico.”

“Na estação Vila Madalena, em 2004, chegaram a pedir que eu só entrasse se estivesse com o treinador do cão. Mas para que eu ia precisar do cão se eu estivesse com alguém o tempo todo?”

De acordo com Thays, os outros passageiros reagem bem à presença do cachorro nos vagões. “Claro que existem pessoas que não têm familiaridade com cães, mas sua única postura é de não sentar tão próximas.”

Ela preside atualmente a ONG Iris (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), que promove ações de inclusão para deficientes visuais.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico